Conforme NR-17 & TRT-23 MT

Avaliação de Ergonomia e Riscos Psicossociais em Hospitais e UTIs de Cuiabá e Várzea Grande

Simulador Interativo de Risco Ergonômico & MTELIVE

Calcule a exposição da sua empresa conforme a NR-17 e exigências do TRT-23 MT.

Jornada em Pé / Postura Estática:4 horas/dia
1h (Mínimo)5h (Alerta NR-17)10h (Crítico)
Temperatura Local (Cuiabá / MT):32°C
24°C (Climatizado)30°C (Limite NR-17)42°C (Calor Extremo MT)
CRÍTICO — Alto Risco de Autuação MTEScore: 97/100

Notificação DET iminente. Necessária emissão imediata de AET e pausas térmicas NR-17.

Exposição Financeira Estimada: R$ 4.250 a R$ 38.000 + Majoração de FAP

Validar Parecer com Perito
⚠️ Atenção / Risco Normativo

** A ergonomia riscos psicossociais hospitais cuiaba é obrigatória pela NR-17 para empresas com qualquer número de funcionários. Em Mato Grosso, o não cumprimento gera multas de R$ 668 a R$ 6.681 por irregularidade, conforme Portaria MTE 1.358/2019. A avaliação deve abranger ambiente, organização, mobiliário, equipamentos, carga mental e violência ocupacional.

Por que hospitais e UTIs exigem uma avaliação especializada?

Hospitais, pronto-atendimentos, clínicas, laboratórios e unidades de terapia intensiva reúnem riscos ergonômicos e psicossociais de alta complexidade. A equipe pode permanecer longos períodos em pé, realizar transferências de pacientes, empurrar macas, manipular equipamentos, trabalhar em posturas inclinadas e responder a situações críticas sob pressão de tempo.

Em Cuiabá e Várzea Grande, o contexto local acrescenta fatores relevantes: altas temperaturas, deslocamentos entre unidades, escassez de profissionais em determinados turnos, jornadas noturnas, sobrecarga assistencial e exposição frequente a sofrimento, morte e conflitos com familiares.

A análise não deve limitar-se à cadeira, à bancada ou à altura do computador. Ergonomia hospitalar é a adaptação do trabalho às características fisiológicas, cognitivas e organizacionais dos trabalhadores. A avaliação precisa observar o trabalho real, e não somente o procedimento escrito.

A NR-17 determina que as condições de trabalho sejam adaptadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores. A norma alcança aspectos relacionados a levantamento e transporte de cargas, mobiliário, máquinas, equipamentos, condições ambientais e organização do trabalho.

⚖️ Conformidade Legal & SST

“Em ambiente hospitalar, uma avaliação ergonômica confiável precisa acompanhar a atividade real: a transferência do paciente, o transporte do equipamento, a comunicação entre equipes e a tomada de decisão durante o pico assistencial.” — André Luiz, fisioterapeuta ocupacional, CREFITO-9 MT.

A consultoria da HC Ergonomia pode integrar análise ergonômica do trabalho, gestão de riscos ocupacionais e avaliação de fatores psicossociais. Conheça os serviços de ergonomia e saúde ocupacional.

Contexto regulatório

NR-17: ergonomia

A Norma Regulamentadora nº 17 estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Em hospitais, a aplicação abrange, entre outros pontos:

  • organização das escalas e ritmo de trabalho;
  • exigência de tempo e pressão por produtividade;
  • pausas e recuperação psicofisiológica;
  • levantamento, transporte e movimentação de pacientes;
  • mobiliário de postos administrativos e assistenciais;
  • equipamentos de trabalho;
  • conforto térmico, acústico e lumínico;
  • dimensionamento de equipes;
  • treinamento e informação;
  • prevenção de sobrecarga musculoesquelética.
A NR-17 deve ser interpretada em conjunto com o Programa de Gerenciamento de Riscos — PGR — previsto na NR-1. A Avaliação Ergonômica Preliminar — AEP — integra o processo de identificação e avaliação dos riscos. Quando a complexidade ou a gravidade da situação exigir, deve ser realizada uma Análise Ergonômica do Trabalho — AET.

A obrigação não depende exclusivamente do número de empregados. A necessidade decorre da existência de condições de trabalho que possam gerar riscos ergonômicos ou afetar a saúde dos trabalhadores. A abrangência documental e operacional deve ser proporcional ao porte, ao risco e à complexidade da organização.

NR-1 e ___HC_PROTECTED_6___

A NR-1 prevê o gerenciamento de riscos ocupacionais e a identificação dos perigos e riscos presentes nos processos de trabalho. Os fatores psicossociais relacionados à organização do trabalho devem ser considerados quando puderem contribuir para agravos à saúde.

Entre os fatores que podem ser encontrados em hospitais estão:

  • jornadas extensas ou imprevisíveis;
  • trabalho noturno e alternância de turnos;
  • baixa autonomia;
  • metas incompatíveis com os recursos disponíveis;
  • falta de clareza sobre responsabilidades;
  • comunicação deficiente;
  • violência de pacientes, acompanhantes ou terceiros;
  • assédio moral ou sexual;
  • conflitos entre equipes;
  • subdimensionamento;
  • exposição repetida a eventos traumáticos;
  • impossibilidade de pausas;
  • falta de apoio da liderança;
  • insegurança contratual;
  • sofrimento moral por impossibilidade de oferecer o cuidado adequado.
A avaliação psicossocial não deve ser usada para diagnosticar individualmente trabalhadores nem para responsabilizar pessoas por problemas organizacionais. O foco é identificar condições de trabalho, grupos expostos e medidas preventivas.

A implementação de exigências relacionadas aos riscos psicossociais na NR-1 deve ser acompanhada segundo os atos normativos e cronogramas oficiais vigentes. Por isso, a empresa deve confirmar diretamente no texto atualizado da norma, nas portarias do Ministério do Trabalho e Emprego e nas orientações oficiais aplicáveis.

Portarias e penalidades

As penalidades administrativas relacionadas às normas de segurança e saúde no trabalho dependem do enquadramento da infração, da norma violada, da gravidade, do número de empregados e de outros critérios legais. A referência frequentemente utilizada em materiais comerciais é a faixa de R$ 668 a R$ 6.681 por irregularidade, associada à Portaria MTE nº 1.358/2019.

Esses valores não significam que toda não conformidade hospitalar resulte automaticamente em uma multa fixa por trabalhador. O valor efetivo depende da capitulação realizada pela fiscalização e da tabela aplicável no momento da autuação. A empresa deve manter documentação técnica, evidências de implementação e registros de acompanhamento.

Tema regulatórioAplicação em hospitais e UTIsEvidência recomendada
NR-1Gerenciamento de riscos ocupacionais e PGRInventário de riscos, plano de ação e registros de revisão
NR-17Adequação ergonômica das condições de trabalhoAEP, AET, registros de observação e medidas implementadas
NR-7Acompanhamento da saúde ocupacionalPCMSO integrado aos riscos identificados
NR-32Proteção em serviços de saúdeProcedimentos, capacitação e controles para riscos biológicos, químicos e físicos
Portaria MTE nº 1.358/2019Referência de enquadramento e penalidades conforme infraçãoRegistros de conformidade e documentação atualizada
NR-5Participação da CIPA e prevençãoAtas, treinamentos, inspeções e comunicação de riscos

O que deve ser avaliado em uma UTI?

A UTI possui alta densidade tecnológica, necessidade de resposta imediata e intensa interação entre profissionais, pacientes e equipamentos. A avaliação deve abranger o posto de trabalho, mas também a sequência operacional.

1. Transferência e reposicionamento de pacientes

A movimentação manual de pacientes é uma das principais fontes de sobrecarga lombar e de membros superiores. É necessário verificar:

  • peso e mobilidade do paciente;
  • espaço ao redor do leito;
  • altura regulável da cama;
  • disponibilidade de lençóis deslizantes, pranchas e elevadores;
  • número de trabalhadores envolvidos;
  • treinamento da equipe;
  • necessidade de movimentação em urgência;
  • comunicação entre os profissionais;
  • frequência diária das transferências.
A
NIOSH Lifting Equation pode auxiliar na avaliação de tarefas de levantamento, embora não substitua uma análise específica de movimentação de pacientes. A equação não deve ser aplicada de maneira mecânica a situações clínicas complexas, nas quais há imprevisibilidade, assimetria, colaboração parcial e risco de queda.

2. Posturas e alcance

O trabalho junto ao leito pode exigir flexão de tronco, rotação, elevação dos braços, apoio inadequado dos pés e permanência em postura estática. A observação deve considerar:

  • altura do leito em relação à tarefa;
  • posição dos monitores;
  • localização de bombas de infusão;
  • acesso a materiais;
  • passagem de cabos;
  • necessidade de alcançar atrás ou acima dos ombros;
  • iluminação e reflexos;
  • espaço para circulação.
As ferramentas
RULA — Rapid Upper Limb Assessment e REBA — Rapid Entire Body Assessment podem ser aplicadas para triagem de posturas. A RULA é especialmente útil para membros superiores, pescoço e tronco; a REBA é mais abrangente para o corpo inteiro e tarefas variáveis.

3. Transporte e empurrar-puxar

Macas, camas, cilindros, coletores e carrinhos podem gerar forças elevadas. Uma avaliação adequada mede ou estima:

  • massa total do equipamento;
  • força inicial para vencer a inércia;
  • força de manutenção do deslocamento;
  • inclinação do piso;
  • estado das rodas;
  • distância percorrida;
  • frequência da tarefa;
  • necessidade de manobra em corredores;
  • presença de obstáculos e rampas.
O problema não é apenas “carregar peso”. Empurrar um equipamento com roda travando, em piso irregular ou com o trabalhador em posição torcida pode ser mais exigente do que uma tarefa de levantamento breve.

4. Trabalho administrativo e telas

Postos de enfermagem, faturamento, recepção, auditoria e teleatendimento também precisam ser avaliados. A análise deve verificar:

  • altura e profundidade da mesa;
  • apoio dos pés;
  • ajuste da cadeira;
  • distância e altura do monitor;
  • uso simultâneo de prontuário eletrônico e telefone;
  • alternância entre sentado e em pé;
  • iluminação;
  • ruído;
  • pausas;
  • volume de digitação;
  • repetitividade.
O
OCRA — Occupational Repetitive Actions pode apoiar a avaliação de movimentos repetitivos de membros superiores. Para tarefas de alta repetitividade, também podem ser considerados métodos como Moore & Garg, desde que o método seja compatível com a tarefa e interpretado por profissional qualificado.

5. Organização do trabalho

A ergonomia não se resume ao posto físico. Em uma UTI, a organização pode aumentar ou reduzir o risco. Devem ser examinados:

  • relação entre demanda e número de profissionais;
  • tempo destinado à passagem de plantão;
  • interrupções;
  • chamadas simultâneas;
  • trabalho em turnos;
  • trocas de escala;
  • pausas reais;
  • cobertura durante intervalos;
  • quantidade de pacientes por equipe;
  • disponibilidade de suporte;
  • autonomia para interromper uma tarefa insegura.

Avaliação de ___HC_PROTECTED_9___ em hospitais de Cuiabá

Risco psicossocial é a possibilidade de dano decorrente da interação entre fatores relacionados à organização, gestão, conteúdo e relações do trabalho. O risco não está “na personalidade” do trabalhador. Está na combinação entre exigências, recursos, autonomia, apoio e exposição.

Principais fatores no contexto hospitalar

Fator psicossocialExemplo em hospital ou UTIPossíveis consequênciasIndicadores de monitoramento
Alta demandaMuitos pacientes e baixa capacidade de respostaFadiga, erros, exaustãoHoras extras, filas, incidentes
Baixo controleDecisões centralizadas e pouca autonomiaEstresse e desengajamentoPesquisas, reuniões, queixas
Trabalho emocionalContato com morte, dor e familiaresSofrimento, afastamentoAbsenteísmo, rotatividade
ViolênciaAgressão verbal ou físicaMedo, ansiedade, insegurançaNotificações e registros
TurnosNoites, trocas frequentes e escalas instáveisAlteração do sonoTrocas, atrasos, acidentes
AssédioHumilhação, ameaça ou perseguiçãoAdoecimento e perda de confiançaCanais formais e apurações
Falta de apoioLiderança ausente ou punitivaIsolamento e queda de desempenhoEntrevistas e pesquisa
Conflito de papéisResponsabilidades pouco definidasRetrabalho e tensãoErros, retrabalho, conflitos
A avaliação deve combinar dados quantitativos e qualitativos. Entrevistas, grupos focais, observação, análise de indicadores e questionários podem ser utilizados. O
diretrizes da ISO 45003 é uma referência internacional para avaliação de fatores psicossociais e possui versões e estudos de validação utilizados no Brasil. O instrumento deve ser aplicado com metodologia, confidencialidade e interpretação técnica.
Nota Técnica

“Risco psicossocial não é sinônimo de fragilidade individual. Em hospitais, a investigação precisa perguntar quais exigências, recursos, relações de poder e práticas de gestão estão produzindo sofrimento ou reduzindo a capacidade de recuperação.” — Dra. Cristiane Alves, psicóloga ocupacional, CRP 18-MT.

A organização deve evitar pesquisas identificáveis em grupos pequenos, pois a exposição de respostas pode gerar retaliação e reduzir a confiabilidade dos dados. O resultado deve orientar medidas coletivas, como revisão de escala, melhoria de liderança, prevenção da violência e criação de canais seguros.

Fatores climáticos e realidade regional

O calor de Cuiabá e Várzea Grande pode agravar fadiga, desidratação e desconforto, especialmente em áreas com equipamentos que geram calor, circulação limitada e uso prolongado de vestimentas ou equipamentos de proteção.

A avaliação deve considerar:

  • temperatura e umidade;
  • ventilação;
  • esforço físico;
  • hidratação;
  • pausas;
  • aclimatação;
  • uniformes;
  • necessidade de proteção;
  • áreas de recuperação térmica.
O conforto térmico não deve ser tratado isoladamente. Temperatura elevada, plantão noturno, ruído, demanda emocional e baixa capacidade de pausa podem produzir um efeito combinado sobre a saúde e a segurança.

Metodologia recomendada pela HC Ergonomia

Uma avaliação tecnicamente defensável precisa ter rastreabilidade. A HC Ergonomia pode estruturar o trabalho em etapas.

ETAPA 1

— Planejamento

São definidos escopo, unidades, setores, cargos, turnos, tarefas críticas e indicadores. O planejamento deve incluir direção, SESMT, CIPA, recursos humanos, coordenações assistenciais e representantes dos trabalhadores.

ETAPA 2

— Levantamento documental

São analisados:

  • PGR e inventário de riscos;
  • PCMSO;
  • AEPs e AETs anteriores;
  • afastamentos previdenciários;
  • CATs;
  • queixas ergonômicas;
  • registros de acidentes;
  • horas extras;
  • absenteísmo;
  • rotatividade;
  • denúncias;
  • pesquisas internas;
  • escalas;
  • treinamentos;
  • registros de manutenção.
LER/DORT aparece com frequência entre os motivos de incapacidade laboral e afastamento previdenciário. A afirmação de que representa “mais de 80% dos afastamentos B91” deve ser usada com cuidado: o percentual varia conforme a base, o período e o critério de classificação. A empresa deve preferir dados oficiais identificados e indicadores próprios auditáveis.
ETAPA 3

— Observação do trabalho real

O avaliador acompanha diferentes turnos, incluindo horários de pico, plantões noturnos e finais de semana quando necessário. A amostra deve contemplar tarefas normais e situações críticas.

São registrados:

  • postura;
  • força;
  • repetição;
  • duração;
  • frequência;
  • pausas;
  • interação com equipamentos;
  • interrupções;
  • comunicação;
  • improvisos;
  • barreiras de segurança;
  • diferenças entre procedimento e prática.
ETAPA 4

— Aplicação de métodos

Nenhum método substitui o raciocínio profissional. O método deve responder à pergunta técnica:

  • RULA: exposição de membros superiores, pescoço e tronco;
  • REBA: posturas de corpo inteiro em tarefas variáveis;
  • NIOSH Lifting Equation: levantamento manual em condições compatíveis;
  • OWAS: classificação de posturas de costas, braços e pernas;
  • OCRA: repetitividade e ações técnicas de membros superiores;
  • Moore & Garg: esforço de mão, punho, duração e frequência;
  • diretrizes da ISO 45003: fatores psicossociais e organização do trabalho.
ETAPA 5

— Priorização

Os riscos são classificados pela combinação entre gravidade, probabilidade, duração, frequência, número de trabalhadores e possibilidade de exposição. A prioridade não deve ser definida apenas pelo resultado numérico de uma ferramenta.

ETAPA 6

— Plano de ação

As medidas devem seguir a hierarquia de controles:

  1. eliminação da tarefa perigosa;
  2. substituição;
  3. medidas de engenharia;
  4. controles administrativos;
  5. capacitação;
  6. equipamentos de proteção, quando aplicáveis.
Exemplos hospitalares incluem aquisição de elevadores de pacientes, melhoria de rodas e macas, reorganização de materiais, redimensionamento de equipe, revisão de pausas, treinamento de liderança, protocolo contra violência e criação de mecanismos de recuperação após eventos críticos.
ETAPA 7

— Verificação

A avaliação termina somente quando a medida é implementada e sua eficácia verificada. É necessário definir responsável, prazo, recurso, indicador e evidência.

Exemplos de indicadores:

  • redução de posturas críticas;
  • redução de força de empurrar;
  • aumento de pausas realizadas;
  • diminuição de horas extras;
  • redução de queixas;
  • melhoria da percepção de apoio;
  • redução de incidentes;
  • manutenção de equipamentos;
  • adesão aos treinamentos.

Custos, FAP e RAT

O custo da consultoria depende do número de unidades, cargos, turnos, quantidade de trabalhadores, complexidade das tarefas, necessidade de medições e escopo psicossocial.

Uma proposta séria deve especificar:

  • quantidade de setores visitados;
  • número de postos analisados;
  • entrevistas e grupos realizados;
  • instrumentos utilizados;
  • entregáveis;
  • reuniões de devolutiva;
  • treinamento;
  • acompanhamento do plano de ação;
  • prazo;
  • responsabilidade da contratante.
O
FAP — Fator Acidentário de Prevenção pode variar de 0,5 a 2,0 e incide sobre a alíquota do RAT. As alíquotas básicas do RAT são de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco da atividade econômica. Assim, a carga efetiva relacionada ao RAT pode variar, em termos gerais, de 0,5% a 6% da folha, considerando a combinação entre alíquota e FAP.

Esse impacto não é uma “multa automática por falta de ergonomia”. É um componente previdenciário influenciado por frequência, gravidade e custo dos acidentes e benefícios, conforme regras aplicáveis. A prevenção pode reduzir afastamentos, substituições, horas extras, retrabalho e exposição jurídica.

Use o Simulador de ROI de Conformidade NR-17 para estimar custos evitáveis e comparar cenários de intervenção.

💡 Recomendação Prática

“O investimento em ergonomia deve ser apresentado com indicadores: afastamentos, horas extras, rotatividade, incidentes, produtividade segura e custo das medidas. A decisão técnica fica mais forte quando o risco é traduzido em impacto operacional.” — André Luiz, fisioterapeuta ocupacional, CREFITO-9 MT.

Documentos entregues em uma avaliação

Conforme o contrato, o projeto pode gerar:

  • relatório executivo;
  • inventário de riscos ergonômicos;
  • AEP;
  • AET;
  • matriz de priorização;
  • registros fotográficos técnicos;
  • análise de tarefas;
  • avaliação de movimentação de pacientes;
  • diagnóstico de fatores psicossociais;
  • metodologia e amostra;
  • plano de ação;
  • recomendações de engenharia;
  • recomendações administrativas;
  • matriz de responsabilidades;
  • cronograma;
  • indicadores de acompanhamento;
  • treinamento de gestores;
  • apresentação para CIPA e liderança.
O relatório não deve conter exposição desnecessária de informações pessoais. Dados psicossociais precisam ser tratados com confidencialidade, finalidade definida e controles de acesso compatíveis com a legislação aplicável, inclusive a Lei Geral de Proteção de Dados quando houver tratamento de dados pessoais.

O que é AET?

A AET — Análise Ergonômica do Trabalho é um estudo sistemático da relação entre trabalhador, tarefa, organização, ambiente e meios de trabalho. A AET busca compreender como o trabalho é realmente executado e quais fatores contribuem para risco, desconforto, fadiga, acidentes ou perda de desempenho.

A AET é mais aprofundada que uma inspeção visual. Ela pode incluir observação, entrevistas, análise temporal, registros de força, avaliação postural, investigação de variabilidade e comparação entre diferentes turnos.

Em um hospital, uma AET pode analisar a movimentação de pacientes em uma UTI, o trabalho de enfermagem em um posto, a limpeza de leitos, o transporte de materiais ou o atendimento administrativo. A escolha deve ser baseada no risco e na pergunta técnica.

Quando contratar a avaliação?

A contratação é recomendável quando houver:

  • implantação ou reforma de unidade;
  • aumento de afastamentos;
  • queixas musculoesqueléticas;
  • denúncias de assédio ou violência;
  • mudanças de escala;
  • aquisição de equipamentos;
  • acidentes ou quase acidentes;
  • fiscalização;
  • ação trabalhista;
  • revisão do PGR;
  • implantação de programa de saúde mental;
  • crescimento de horas extras;
  • rotatividade elevada;
  • dificuldade de retenção de profissionais.
Também é prudente realizar a avaliação antes de uma expansão de leitos ou abertura de nova unidade. Corrigir um corredor estreito, um posto mal dimensionado ou uma rotina de transferência depois da operação iniciada costuma ser mais caro e disruptivo.

Três ações imediatas para gestores

1. Mapear tarefas críticas

Liste as tarefas com maior força, repetição, postura inclinada, pressão temporal, exposição emocional e risco de violência. Priorize UTI, pronto atendimento, centro cirúrgico, higienização, lavanderia, laboratório e transporte interno.

2. Escutar trabalhadores

A equipe conhece improvisos e barreiras que não aparecem nos documentos. Entrevistas devem ser conduzidas sem punição, com proteção contra retaliação e retorno sobre as providências adotadas.

3. Transformar diagnóstico em ação

Uma fotografia do risco não protege ninguém se não houver orçamento, responsável e prazo. Cada medida precisa ter critério de conclusão e verificação de eficácia.

Fale com a HC Ergonomia

Hospitais e UTIs de Cuiabá e Várzea Grande precisam de uma avaliação que integre NR-17, NR-1, NR-32, biomecânica, organização do trabalho e fatores psicossociais.

Solicite uma avaliação técnica pelo WhatsApp: 65 99976-1706.

Para estimar o impacto financeiro de afastamentos, retrabalho e não conformidades, acesse o Simulador de ROI de Conformidade NR-17.

Agende uma conversa com a HC Ergonomia: WhatsApp 65 99976-1706.**

Dúvidas Frequentes sobre Avaliação de Ergonomia e Riscos Psicossociais em Hospitais e UTIs de Cuiabá e Várzea Grande

O que a NR-17 e a NR-32 exigem para serviços de saúde e enfermagem em Mato Grosso?+
A NR-17 (item 17.4) combinada com a NR-32 estabelece a obrigatoriedade da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) com foco em movimentação e transferência de pacientes acamados, dimensionamento de leitos, transporte em macas e posturas estáticas de enfermagem, visando eliminar passivos por LER/DORT no TRT-23.
Quem pode emitir e assinar o Laudo Ergonômico AET hospitalar perante a fiscalização do MTE?+
O laudo AET deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em ergonomia. Fisioterapeutas do trabalho com registro no CREFITO-9 MT e emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) possuem plena competência legal e fé pública reconhecida pelos auditores da SRTb-MT.
Como avaliar os riscos psicossociais e a Síndrome de Burnout na equipe de saúde conforme a NR-1?+
A avaliação deve ser conduzida sob supervisão técnica de psicóloga registrada no CRP 18-MT com instrumentos validados pelas diretrizes da ISO 45003 e inventários de esgotamento e clima ocupacional (como MBI-GS e modelo Karasek), mapeando a sobrecarga de plantões e dupla jornada, com integração obrigatória ao PGR da instituição.
Qual o impacto da ausência de AET hospitalar na alíquota do FAP/RAT da empresa?+
A ausência de laudo ergonômico impede a impugnação do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) no INSS quando ocorrem afastamentos por dorsalgias (CID M54). Isso gera concessão automática de benefício acidentário B91, elevando a alíquota do FAP/RAT e onerando a folha salarial.
AL
André Luiz
Fisioterapeuta, consultor em Ergonomia
CREFITO-9: 26465-F

Especialista em Biomecânica Ocupacional e Ergonomia com mais de 15 anos de atuação técnica. Responsável pela emissão de Análises Ergonômicas do Trabalho (AET) e AEP para agronegócio, frigoríficos, indústrias e hospitais em Mato Grosso.

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Diagnóstico de Riscos Psicossociais NR-1 & ISO 45003

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