Conforme NR-17 & TRT-23 MT

eSocial S-2240 e Fatores Ergonômicos: Tabela 24 em Cuiabá

Simulador Interativo de Risco Ergonômico & MTELIVE

Calcule a exposição da sua empresa conforme a NR-17 e exigências do TRT-23 MT.

Jornada em Pé / Postura Estática:4 horas/dia
1h (Mínimo)5h (Alerta NR-17)10h (Crítico)
Temperatura Local (Cuiabá / MT):32°C
24°C (Climatizado)30°C (Limite NR-17)42°C (Calor Extremo MT)
CRÍTICO — Alto Risco de Autuação MTEScore: 97/100

Notificação DET iminente. Necessária emissão imediata de AET e pausas térmicas NR-17.

Exposição Financeira Estimada: R$ 4.250 a R$ 38.000 + Majoração de FAP

Validar Parecer com Perito
⚖️ Conformidade Legal & SST

** O evento S-2240 registra no eSocial as condições ambientais de trabalho e os fatores de risco relacionados à exposição do trabalhador. Para fatores ergonômicos, o RH deve utilizar a versão vigente da Tabela 24, com informações coerentes com PGR, AET, LTCAT quando aplicável, inventário de riscos e medidas previstas na NR-17.

O eSocial S-2240 exige integração entre Recursos Humanos, Saúde e Segurança do Trabalho, medicina ocupacional, folha de pagamento e responsáveis técnicos pelo gerenciamento de riscos. Em Cuiabá e nos demais municípios de Mato Grosso, o desafio não está apenas em transmitir um evento eletrônico: está em garantir que a informação declarada represente o trabalho real.

A expressão “esocial s2240 fatores ergonomicos tabela 24” reúne três elementos relacionados, mas não equivalentes:

  1. o evento eletrônico S-2240;
  2. a classificação de fatores de risco da Tabela 24 vigente;
  3. a avaliação técnica das condições ergonômicas conforme a NR-17.
O S-2240 não é uma análise ergonômica, não substitui o PGR e não transforma automaticamente qualquer fator declarado em atividade insalubre ou perigosa. O evento registra informações ocupacionais estruturadas, enquanto a caracterização, a avaliação e o controle do risco dependem de documentos e métodos técnicos.
⚖️ Conformidade Legal & SST

“O S-2240 deve ser tratado como uma consequência documental de uma avaliação ocupacional bem conduzida, e não como o ponto de partida para inventar riscos ou preencher códigos genericamente.” — Dr. André Luiz, fisioterapeuta ocupacional, CREFITO-9 MT.

O que é o eSocial S-2240 e qual sua relação com a ergonomia

O S-2240 é o evento Condições Ambientais do Trabalho – Agentes Nocivos, integrante dos eventos de Saúde e Segurança do Trabalho do eSocial. O evento informa as condições ambientais às quais o trabalhador está ou esteve exposto, incluindo agentes e fatores previstos na estrutura oficial do sistema.

Na prática, o envio deve estar vinculado a:

  • trabalhador identificado corretamente;
  • ambiente de trabalho;
  • atividade efetivamente executada;
  • período de exposição;
  • fator ou agente correspondente;
  • medidas de controle existentes;
  • informações coerentes com os documentos de SST.
O prazo de referência, conforme o Manual de Orientação do eSocial e o leiaute vigente, é
até o dia 15 do mês seguinte ao início da exposição ou à alteração das condições ambientais. Como leiautes, tabelas e regras operacionais podem ser atualizados, o responsável deve conferir a versão oficial aplicável no momento do envio.

A ergonomia possui uma dimensão mais ampla do que o registro previdenciário. A NR-17, atualizada pela Portaria MTP nº 423/2021, determina a avaliação das situações de trabalho e a adoção de medidas de adaptação às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Essa obrigação não desaparece porque determinado fator foi ou não foi informado no S-2240.

A avaliação ergonômica pode abordar:

  • postura;
  • levantamento, transporte e descarga de materiais;
  • aplicação de força;
  • repetitividade;
  • mobiliário;
  • equipamentos;
  • organização do trabalho;
  • ritmo;
  • exigência de tempo;
  • pausas;
  • jornadas;
  • metas;
  • rodízios;
  • aspectos cognitivos e psicossociais.
Um risco ergonômico pode existir mesmo quando não há adicional de insalubridade. O S-2240, portanto, não deve ser usado como filtro exclusivo para decidir se uma situação merece investigação.

O fator ergonômico também não deve ser confundido com agente físico, químico ou biológico. Ruído, calor, produtos químicos, vírus, bactérias, postura, repetitividade e exigência de força possuem naturezas distintas, ainda que possam coexistir no mesmo posto.

Dados financeiros e previdenciários que influenciam a decisão do RH

A inconsistência no S-2240 pode produzir efeitos trabalhistas, previdenciários, administrativos e de governança. A exposição ocupacional também se relaciona ao financiamento dos riscos por meio do RAT e do FAP.

O RAT básico é normalmente associado às alíquotas de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco da atividade. O FAP pode variar de 0,5 a 2,0, fazendo com que a carga combinada FAP/RAT possa ser apresentada, em determinados enquadramentos, como variação aproximada de 0,5% a 6% sobre a folha de pagamento. O cálculo real depende da atividade econômica, do estabelecimento e dos parâmetros oficiais.

Dados frequentemente citados em debates de SST apontam que LER/DORT representa mais de 80% dos afastamentos previdenciários relacionados ao trabalho no benefício B91 em determinados recortes e períodos. Esse percentual não deve ser tratado como universal sem indicar fonte, período e metodologia, mas demonstra a relevância econômica e ocupacional da ergonomia.

Para riscos psicossociais, o diretrizes da ISO 45003 é uma escala validada e utilizada no Brasil para investigação de fatores como exigências emocionais, influência no trabalho, apoio, liderança, insegurança e conflito trabalho-vida. A ferramenta pode apoiar o gerenciamento previsto na NR-1, mas não substitui análise técnica, escuta dos trabalhadores ou plano de ação.

Veja o glossário do evento S-2240 para consultar conceitos fundamentais antes da revisão cadastral.

Tabela 24 do eSocial: como identificar fatores ergonômicos

A Tabela 24 deve ser consultada diretamente na versão oficial vigente do eSocial. Não é recomendável copiar códigos de planilhas antigas, adaptar descrições internas ou criar códigos próprios. O código selecionado precisa corresponder à classificação oficial disponibilizada no ambiente aplicável.

A tabela abaixo apresenta uma orientação de raciocínio, não substituindo a consulta ao leiaute oficial:

Grupo de fator ergonômicoSituação de trabalho possívelEvidências recomendadasCuidado na classificação
Postura inadequadaTronco inclinado, pescoço em flexão, braços elevados ou permanência prolongada em péFotografias técnicas, observação, AEP, AET, entrevistas e inventário de riscosNão classificar apenas pelo nome do cargo
Esforço físicoEmpurrar, puxar, sustentar ou movimentar objetos com exigência de forçaPeso, frequência, distância, força aplicada, registros de tarefaDiferenciar esforço ocasional de exposição habitual
Levantamento e transporte de cargasMovimentação manual em depósito, logística, comércio ou construçãoMassa, frequência, pega, altura, deslocamento e equipe envolvidaAvaliar a tarefa real e a organização do fluxo
RepetitividadeCiclos curtos, alta frequência e pouca variação de movimentosAnálise de ciclos, tempo, frequência, pausas e alternânciaNão presumir repetitividade somente pela função
Aplicação de forçaUso de ferramentas, montagem, corte, prensagem ou acionamento manualForça, ferramenta, resistência, duração e manutençãoVerificar adequação do equipamento e controles
Organização do trabalhoRitmo intenso, metas, pausas insuficientes ou pressão temporalJornada, pausas, metas, registros, entrevistas e indicadoresNão reduzir fatores organizacionais a “falta de atenção”
Exigências cognitivas ou psicossociaisInterrupções, baixa autonomia, conflito de demandas ou atendimento intensodiretrizes da ISO 45003, entrevistas, grupos e indicadores organizacionaisAvaliar coletivamente e preservar confidencialidade
A descrição do risco deve ser compatível com o inventário de riscos do PGR e com a avaliação das situações de trabalho exigida pela NR-17. Uma descrição como “ergonomia” ou “postura inadequada” pode ser insuficiente quando não esclarece qual tarefa, qual população está exposta e em que condição.

Metodologias que podem apoiar a avaliação

A escolha do método depende da situação analisada:

  • RULA — Rapid Upper Limb Assessment: útil para membros superiores, pescoço e tronco;
  • REBA — Rapid Entire Body Assessment: aplicável a posturas de corpo inteiro;
  • NIOSH Lifting Equation: auxilia a avaliar tarefas de levantamento manual;
  • OWAS: classifica combinações posturais;
  • OCRA: direcionado à exposição a movimentos repetitivos dos membros superiores;
  • Moore & Garg: pode apoiar a análise de risco em tarefas repetitivas e aplicação de força.
Nenhum método isolado descreve toda a realidade do trabalho. O resultado deve ser interpretado junto com duração, frequência, variabilidade, pausas, ferramentas, treinamento, organização, queixas, acidentes e medidas existentes.

O que a Tabela 24 não substitui

A Tabela 24 é uma estrutura de classificação e transmissão de informações. Ela não substitui:

  • PGR;
  • inventário de riscos ocupacionais;
  • plano de ação;
  • avaliação ergonômica preliminar;
  • AET;
  • LTCAT, quando aplicável;
  • PCMSO;
  • treinamentos;
  • registros de pausas e rodízios;
  • investigação de acidentes e doenças;
  • acompanhamento das medidas corretivas.
A
NR-1 estabelece o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e exige que o PGR contenha, entre outros elementos, inventário de riscos e plano de ação. As alterações relacionadas à gestão de riscos psicossociais devem ser acompanhadas conforme a redação vigente e a regulamentação aplicável, incluindo a Portaria MTE nº 1.419/2024.

A AET deve ser elaborada quando indicada pela NR-17, especialmente diante de inadequações, acidentes, doenças relacionadas ao trabalho, queixas persistentes, necessidade de aprofundamento ou insuficiência da avaliação preliminar. Entenda o que é AET.

O envio do S-2240 também não substitui a implementação das medidas de controle. Se o inventário identifica repetitividade, a empresa deve avaliar controles como alteração de método, automação, rodízio, pausas, ajuste de ferramenta e reorganização do fluxo. Registrar o fator sem agir sobre sua causa não atende à lógica preventiva da NR-1 e da NR-17.

Responsabilidade do RH no preenchimento do S-2240

O RH geralmente coordena a governança do processo, mas não deve definir tecnicamente fatores ergonômicos sem validação de profissional competente. O papel do RH envolve organizar informações, controlar prazos, integrar sistemas e garantir rastreabilidade.

Entre as responsabilidades operacionais estão:

  • controlar admissões;
  • registrar alterações de função;
  • acompanhar mudanças de setor e ambiente;
  • comunicar alterações de exposição;
  • integrar dados com SST e medicina ocupacional;
  • controlar desligamentos;
  • conferir consistência cadastral;
  • armazenar recibos;
  • acompanhar retificações;
  • registrar responsáveis por análise, aprovação e transmissão.
A responsabilidade é compartilhada entre empregador, RH, equipe de SST, responsável pelo PGR, ergonomista, médico do trabalho e fornecedor do sistema. O sistema pode automatizar a transmissão, mas não valida sozinho se a descrição corresponde ao posto real.
Nota Técnica

“A governança do S-2240 precisa ter uma trilha de decisão: quem levantou a informação, quem validou tecnicamente, quem aprovou e quem transmitiu. Sem rastreabilidade, a empresa perde capacidade de explicar a origem do dado.” — Dra. Cristiane Alves, psicóloga ocupacional, CRP 18-MT.

Checklist de documentos antes de transmitir o evento

Antes do envio, o RH deve conferir:

  • PGR atualizado;
  • inventário de riscos revisado;
  • plano de ação vigente;
  • AEP ou AET, quando aplicável;
  • descrição real das atividades;
  • setor, ambiente e processo;
  • função efetivamente exercida;
  • jornada, pausas e rodízios;
  • registros de treinamento;
  • medidas de controle;
  • evidências de manutenção;
  • código da Tabela 24 vigente;
  • descrição transmitida;
  • protocolo e recibo;
  • histórico de alterações e retificações.
Para empresas de Cuiabá, Várzea Grande e demais municípios de Mato Grosso, é importante considerar sazonalidade, calor, deslocamentos, picos de demanda, trabalho externo, expansão de equipes e mudanças de processo. A atividade descrita no contrato pode não representar a tarefa executada diariamente.

Passo a passo para informar fatores ergonômicos no S-2240

1. Identifique o trabalhador e o período

Confira CPF, matrícula, vínculo, função, ambiente e data de início ou alteração da exposição. Uma divergência cadastral pode prejudicar o vínculo entre o evento e o histórico laboral.

2. Descreva o trabalho real

Observe o posto, entreviste trabalhadores e supervisores e compare a tarefa prescrita com a tarefa efetiva. Registre frequência, duração, força, postura, repetitividade, ritmo, pausas e variações.

3. Consulte a Tabela 24 vigente

A classificação deve ser feita no ambiente oficial e com a versão atualizada. Não utilize códigos encontrados em materiais sem data, sistemas desatualizados ou documentos de terceiros.

4. Selecione o fator aplicável

O fator precisa representar a exposição identificada. Evite selecionar a mesma opção para todos os cargos de uma empresa sem evidência de que as tarefas sejam equivalentes.

5. Informe controles existentes

Registre medidas efetivamente implantadas, como adequação de mobiliário, ferramenta, automação, rodízio, pausas, treinamento ou reorganização. A existência formal de uma medida não significa que ela seja eficaz.

6. Compare o evento com os documentos

Verifique se o S-2240 é coerente com o PGR, inventário, AEP, AET, LTCAT quando aplicável e registros de saúde ocupacional.

7. Transmita e arquive

Respeite o prazo aplicável, guarde o recibo e registre os responsáveis pela aprovação. O protocolo deve ser recuperável em auditoria ou fiscalização.

8. Retifique quando necessário

Alteração de setor, processo, função, medida de controle ou exposição pode exigir atualização. Erro de classificação, período ou descrição também deve ser analisado para eventual retificação.

Erros comuns no S-2240 relacionados à ergonomia

ErroExemplo práticoConsequência possívelPrevenção
Copiar descrição genérica“Risco ergonômico” para todos os empregadosInformação sem valor técnico e incompatível com o trabalho realDescrever tarefa, exposição e evidências
Usar o mesmo fator para todosCaixa, estoquista e gerente recebem a mesma classificaçãoInconsistência entre cargos e ambientesAvaliar grupos homogêneos de exposição
Declarar ausência de risco sem evidênciaEvento sem fator apesar de inventário indicar repetitividadeContradição documentalRevisar PGR, AEP/AET e posto
Não atualizar após mudançaAlteração de setor ou processo não refletidaPPP eletrônico e histórico ocupacional inconsistentesCriar gatilhos de comunicação ao SST
Confundir S-2240 com PPPTratar o evento como documento completoFalha na gestão previdenciáriaIntegrar eventos e documentação laboral
Ignorar controles ineficazesInformar “pausa” sem verificar cumprimentoAparência de controle sem redução realAuditar a efetividade
Utilizar tabela antigaCódigo copiado de material desatualizadoRejeição ou classificação incorretaConsultar a versão oficial vigente
Não guardar reciboAusência de histórico de transmissãoDificuldade de comprovar cumprimentoArquivar protocolo e retificações
Outro erro relevante é presumir que a ausência de adicional de insalubridade significa ausência de risco ergonômico. São análises distintas. A ergonomia trata da adaptação do trabalho, enquanto o adicional depende de critérios específicos da legislação trabalhista.

Prazos, retificação e consequências do atraso

O prazo de referência do S-2240 é até o dia 15 do mês seguinte ao início da exposição ou à alteração das condições, conforme o leiaute e o Manual do eSocial vigentes. O RH deve confirmar regras específicas de substituição, alteração ou exclusão antes da transmissão.

Atrasos ou erros podem gerar:

  • inconsistência no PPP eletrônico;
  • divergência entre documentos de SST;
  • exigências em fiscalização;
  • retrabalho;
  • risco previdenciário;
  • dificuldade de defesa técnica;
  • questionamentos trabalhistas;
  • problemas em auditorias de clientes ou certificações.
Não existe uma multa automática única para cada erro do S-2240. A consequência depende do enquadramento jurídico, da infração constatada, do número de empregados, da gravidade, da reincidência e da legislação vigente.

Como referência frequentemente divulgada para infrações de SST, as multas podem variar aproximadamente de R$ 668 a R$ 6.681 por empregado irregular, conforme enquadramento e atualização legal. Esses valores não devem ser interpretados como tarifa fixa para qualquer erro no S-2240. O valor efetivo deve ser confirmado no auto de infração e na norma aplicável.

A Portaria MTE nº 1.358/2019 é citada em referências administrativas relacionadas a valores de multas, mas a aplicação concreta exige conferência da redação vigente, da infração e dos critérios de cálculo. A empresa também deve observar impactos indiretos, como aumento de passivo, autuações acessórias e inconsistência previdenciária.

Portarias e normas que o RH deve consultar

NR-17

A NR-17 estabelece parâmetros para adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. A redação atualizada pela Portaria MTP nº 423/2021 reforça a avaliação das situações de trabalho e a adoção de medidas preventivas.

NR-1

A NR-1 disciplina o GRO e o PGR. A empresa deve identificar perigos, avaliar riscos, definir controles e acompanhar o plano de ação. Os riscos psicossociais devem ser tratados conforme a redação vigente, orientações oficiais e cronogramas de implementação aplicáveis.

Portaria MTE nº 1.419/2024

A portaria promoveu alterações relacionadas à NR-1 e à gestão de riscos ocupacionais, incluindo a abordagem de fatores psicossociais. A aplicação deve considerar atos posteriores, orientações e eventuais períodos de adaptação.

Portaria MTP nº 671/2021

A Portaria MTP nº 671/2021 reúne disciplina sobre temas trabalhistas e referências relacionadas a sistemas e obrigações, observadas atualizações posteriores.

Manual e leiaute do eSocial

O Manual de Orientação do eSocial e o leiaute vigente devem ser consultados antes da transmissão. A Tabela 24 oficial deve ser acessada na versão disponibilizada pelo ambiente oficial do eSocial.

Jurisprudência do TST

A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho reforça, em diferentes julgados, a relevância da prova técnica, do nexo ocupacional, das condições reais de trabalho e do dever empresarial de prevenção. Não se deve presumir que um evento eletrônico isolado prevaleça sobre perícia, documentos, testemunhos e demais provas produzidas em processo judicial.

Como integrar S-2240, PGR, AET e PPP eletrônico

Documento ou obrigaçãoFinalidadeResponsável principalPeriodicidade ou gatilhoRelação com o S-2240
PGRGerenciar riscos ocupacionaisEmpregador e responsáveis técnicosAtualização contínua e quando houver mudançasBase para coerência dos riscos declarados
Inventário de riscosRegistrar perigos, grupos expostos, avaliação e controlesSST e responsável pelo PGRRevisão conforme mudanças e critérios da NR-1Deve dialogar com fatores informados
AEPAvaliar preliminarmente situações de trabalhoProfissional competente e organizaçãoImplantação, mudanças ou identificação de riscoApoia a decisão sobre exposição
AETAprofundar investigação ergonômicaErgonomista ou profissional habilitadoQuando indicada pela NR-17Fundamenta descrição e controles
S-2240Transmitir condições ambientais estruturadasEmpregador, RH e SSTInício ou alteração da exposiçãoRegistro eletrônico oficial
PPP eletrônicoFormar histórico laboral previdenciárioEmpregador e sistema oficialAtualização com eventos transmitidosRecebe informações relacionadas ao histórico
NR-17Orientar adaptação do trabalhoEmpregador e equipe técnicaAplicação permanenteReferência técnica, não substituída pelo evento
A consistência entre documentos reduz retrabalho. Se o PGR descreve uma linha de produção com movimentos repetitivos, mas o S-2240 informa ausência de exposição e a AET aponta risco elevado, a empresa terá de explicar a divergência.
⚖️ Conformidade Legal & SST

“A melhor defesa técnica não é um formulário isolado; é a coerência entre inventário, avaliação, medidas implementadas, treinamento, monitoramento e informação transmitida.” — Dr. André Luiz, fisioterapeuta ocupacional, CREFITO-9 MT.

Aplicação prática em empresas de Cuiabá e Mato Grosso

Comércio e escritórios

Operadores de caixa, atendentes e trabalhadores administrativos podem apresentar exposição a permanência sentada ou em pé, repetitividade, mobiliário inadequado, atendimento intenso e exigência cognitiva. A avaliação deve considerar volume de atendimento, pausas reais, alternância e autonomia.

Logística e centros de distribuição

A movimentação manual de cargas exige análise de peso, frequência, altura de pega, distância horizontal, torção, equipe e uso de equipamentos. A NIOSH Lifting Equation pode apoiar o levantamento, mas não substitui a observação da variabilidade e da organização do trabalho.

Saúde

Enfermagem, higienização e apoio hospitalar podem envolver transferência de pacientes, posturas inclinadas, aplicação de força, jornadas prolongadas e exigências emocionais. A avaliação deve incluir equipamentos disponíveis, dimensionamento, treinamento e cumprimento dos procedimentos.

Frigoríficos e indústria alimentícia

Linhas de produção podem combinar repetitividade, frio, força, ritmo, metas e baixa autonomia. Métodos como OCRA, RULA, REBA e Moore & Garg podem ser selecionados conforme a tarefa, sempre acompanhados de análise organizacional.

Construção civil

A exposição muda conforme a etapa da obra. Transporte de materiais, trabalho acima dos ombros, ajoelhamento, vibração e posturas forçadas exigem avaliação por atividade, não apenas por cargo genérico.

Agronegócio

Sazonalidade, deslocamento, trabalho ao ar livre, ferramentas manuais, carregamento e metas de produção podem alterar a exposição ao longo do ano. A data do evento e a descrição do ambiente devem refletir essas alterações.

A HC Ergonomia atende Cuiabá e os 141 municípios de Mato Grosso, considerando as características locais do processo produtivo e a necessidade de integração entre avaliação técnica e gestão documental.

Como a HC Ergonomia pode apoiar o RH no S-2240

A HC Ergonomia pode apoiar empresas na:

  • análise ergonômica e avaliação das situações de trabalho;
  • elaboração ou revisão de AEP e AET;
  • identificação de fatores para consulta à Tabela 24;
  • revisão de coerência entre NR-17, PGR, inventário e S-2240;
  • validação das descrições antes do envio;
  • definição e acompanhamento de medidas corretivas;
  • capacitação de RH, gestores e equipes de SST;
  • organização de evidências e rastreabilidade.
A consultoria não promete eliminação garantida de multas. O objetivo é reduzir inconsistências, melhorar a qualidade técnica dos dados e apoiar decisões preventivas documentadas.

Precisa revisar os fatores ergonômicos antes da transmissão? Fale com a HC Ergonomia pelo WhatsApp 65 99976-1706 ou acesse conheça os serviços de ergonomia e SST.

Para estimar o impacto financeiro de melhorias, calcule o ROI da adequação ergonômica.

Sua empresa está em Cuiabá ou em outro município de Mato Grosso? Contrate consultoria em ergonomia em Mato Grosso pelo WhatsApp 65 99976-1706.

Conclusão

O eSocial S-2240, os fatores ergonômicos e a Tabela 24 devem ser tratados como partes de um sistema integrado de SST. O RH coordena prazos e informações, mas a classificação técnica precisa refletir a realidade ocupacional e estar respaldada por PGR, inventário, AEP ou AET quando aplicável.

A empresa deve consultar sempre o Manual do eSocial, o leiaute e a Tabela 24 vigentes. Também deve manter coerência com a NR-1, a NR-17, as portarias atualizadas e a documentação previdenciária.

Para revisar o processo antes do próximo envio, fale com a HC Ergonomia: WhatsApp 65 99976-1706**. Depois, calcule o ROI da adequação ergonômica e avalie financeiramente as melhorias necessárias.

Dúvidas Frequentes sobre eSocial S-2240 e Fatores Ergonômicos: Tabela 24 em Cuiabá

Qual a diferença entre a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e a AET segundo a NR-17?+
A AEP é a triagem ergonômica inicial e contínua obrigatória para todas as empresas mapearem perigos no PGR. A AET é o estudo aprofundado, instrumental e biomecânico exigido quando a AEP aponta riscos complexos, após fiscalizações do MTE ou na ocorrência de afastamentos médicos.
Qual a validade jurídica de um Laudo Ergonômico emitido sem ART do CREFITO?+
Laudos ergonômicos sem emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) perdem fé probatória perante a Justiça do Trabalho (TRT-23) e fiscalizações da SRTb-MT, deixando a empresa desprotegida contra autos de infração e indenizações.
Como contratar a HC Ergonomia para vistorias presenciais em Mato Grosso?+
Realizamos atendimentos e vistorias in loco em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e em todo o interior de Mato Grosso. O contato pode ser realizado diretamente via WhatsApp no número (65) 99976-1706.
Quais as multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho para empresas sem laudo AET atualizado?+
As penalidades previstas na NR-28 variam de R$ 2.500 a mais de R$ 6.681 por posto de trabalho com risco ergonômico não mitigado, além de autuações automáticas via Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET).
AL
André Luiz
Fisioterapeuta, consultor em Ergonomia
CREFITO-9: 26465-F

Especialista em Biomecânica Ocupacional e Ergonomia com mais de 15 anos de atuação técnica. Responsável pela emissão de Análises Ergonômicas do Trabalho (AET) e AEP para agronegócio, frigoríficos, indústrias e hospitais em Mato Grosso.

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