Patologias Ocupacionais
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André Luiz CREFITO-9 MT
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Dra. Cristiane Alves CRP 18-MT
O que é Síndrome do Desfiladeiro Torácico (CID-10 G54.0)?
⚡ Definição Regulamentar Primária
Compressão do plexo braquial e vasos subclávios entre o pescoço e a axila por posturas de elevação contínua dos braços e sobrecarga de ombros.
> **Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT / CID-10 G54.0)** é uma condição neurovascular decorrente da compressão mecânica do plexo braquial e dos vasos subclávios (artéria e veia subclávia) na transição cervicotorácica em direção aos membros superiores. No contexto de Saúde e Segurança do Trabalho, a elevação repetitiva dos braços acima de 60°, o transporte manual de cargas nos ombros e a postura de flexão cervical com anteriorização dos ombros constituem perigos ergonômicos da **NR-17**, frequentemente enquadrados como **concausa** em ações trabalhistas perante o **TRT-23**.
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## O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico e Quais os Sintomas?
O desfiladeiro torácico é um espaço anatômico estreito por onde passam nervos e artérias essenciais para a inervação e circulação dos braços e mãos. A compressão pode ocorrer em três pontos anatômicos principais:
1. **Triângulo Interescalênico:** Entre os músculos escalenos anterior e médio e a primeira costela.
2. **Espaço Costoclavicular:** Entre a clavícula e a primeira costela.
3. **Espaço Retropeitoral Menor:** Abaixo do músculo peitoral menor, próximo ao processo coracoide.
### Quadro Clínico Típico no Trabalho:
- **Formigamento, dormência e parestesia:** Irradiação ao longo da borda medial do antebraço e nas mãos (especialmente no 4º e 5º dedos).
- **Perda de força muscular e fadiga precoce:** Dificuldade para segurar ferramentas, digitar ou carregar objetos.
- **Sintomas Vasculares (quando há compressão arterial/venosa):** Mãos frias, palidez ou cianose dos dedos, edema e peso no membro superior após a jornada de trabalho.
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## Testes Manobras Periciais Utilizadas no TRT-23
Durante a perícia judicial trabalhista, o perito médico ou assistente técnico fisioterapeuta do trabalho aplica manobras ortopédicas específicas para evidenciar a compressão postural:
| Teste Ortopédico Pericial | Como é Executado | Resposta Positiva (Indício de SDT) |
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| **Teste de Adson** | Rotação e extensão da cabeça para o lado afetado com inspiração profunda. | Diminuição ou desaparecimento do pulso radial, evidenciando compressão interescalênica. |
| **Teste de Wright (Hiperabdução)** | Braço abduzido a 180° com rotação externa enquanto se palpa o pulso radial. | Desaparecimento do pulso ou reprodução imediata de dormência nos dedos. |
| **Teste de Roos (EAST Test)** | Braços a 90° de abdução com flexão de cotovelos, abrindo e fechando as mãos por 3 minutos. | Incapacidade de manter a manobra por 3 minutos devido a dor, peso e formigamento severo. |
| **Manobra de Eden (Costoclavicular)** | Projeção dos ombros para trás e para baixo (posição militar de sentido). | Compressão vascular no espaço costoclavicular com redução do pulso radial. |
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## Fatores Ergonômicos Desencadeantes na NR-17
Em frigoríficos (NR-36), armazéns de grãos, indústrias metalmecânicas e linhas de produção em Mato Grosso, as causas operacionais mais comuns identificadas na [Análise Ergonômica do Trabalho](/glossario/aet) (AET) incluem:
1. **Trabalho com Braços Suspensos:** Ferramentas manuais ou peças operadas acima da linha dos ombros (ângulo de flexão/abdução > 60° pontuado com risco crítico nos métodos RULA e REBA).
2. **Cargas Pesadas nos Ombros:** Apoio de sacarias de grãos ou implementos diretamente sobre a cintura escapular, comprimindo o espaço costoclavicular.
3. **Mobiliário Rebaixado ou Monitores Fora de Posição:** Postura de "ombros caídos" (protração escapular) e flexão cervical contínua em telas sem ajuste de altura.
4. **Ausência de Micropausas:** Inexistência de pausas para recuperação muscular dos músculos trapézio e escalenos.
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## Implicações Jurídicas e Previdenciárias: B91 e Reversão no INSS
- **Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP):** Se a atividade da empresa tiver correlação estatística com patologias musculoesqueléticas de membros superiores, o INSS concede automaticamente o benefício acidentário (**B91**).
- **Estabilidade e Riscos Financeiros:** O trabalhador adquire estabilidade de 12 meses após a alta médica e direito ao depósito contínuo de FGTS.
- **Defesa Pericial da Empresa:** A empresa deve demonstrar através da AET elaborada pelo **Dr. André Luiz (CREFITO-9 MT 28.451-F)** a existência de medidas de neutralização ergonômica, pausas ativas e impugnar exames que não comprovem nexo de causalidade direto com a rotina funcional.
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### Guias Completos e Links Técnicos Relacionados:
- 📖 [**Guia de Afastamento B91 no INSS e Indenizações no TRT-23 (CID G54.0) →**](/blog/sindrome-do-desfiladeiro-toracico-cid-g54-0-b91-inss-trt23)
- ⚖️ [**Perícia Trabalhista TRT-23: Defesa Técnica e Quesitos Periciais (CID G54.0) →**](/blog/cid-sindrome-desfiladeiro-toracico-g54-0-pericia-trabalhista)
- 📊 [**Como Contestar NTEP e FAP no INSS com [Laudo AET](/servicos/laudo-aet) →**](/blog/como-contestar-ntep-no-inss-passo-a-passo-pericial-laudo-aet)
- 📋 [**Baixar Checklist Oficial de Conformidade da NR-17 MT Grátis →**](/checklist-nr17)
- 💬 [**Consultoria Pericial com Dr. André Luiz no WhatsApp (65) 99976-1706**](https://wa.me/5565999761706?text=Olá!+Gostaria+de+um+diagnóstico+sobre+sindrome-do-desfiladeiro-toracico)
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